#ficadica 16jan

FOME EMOCIONAL X FOME FISIOLÓGICA

Postado por Marcela Paim

O início do ano está aí, nesses primeiros meses a tendência é que a gente se empenhe mais e vá em busca dos nossos objetivos com afinco, tentando cumprir as nossas metas. Mas a determinação e a motivação acabam diminuindo com o passar dos meses e aí os pensamentos sabotadores vem com força!

De acordo com a Terapia Cognitivo Comportamental, a maneira como as pessoas pensam afeta como elas se sentem e também o que fazem, e o que sentem pode influenciar no que pensam e fazem, e por aí vai…

Os pensamentos que surgem de maneira automática e podem em segundos prejudicar nossos objetivos e influenciar nosso comportamento, chamamos de pensamentos sabotadores. Identificando os estímulos e gatilhos que provocam esses pensamentos sabotadores e que o levam a comer de maneira inadequada, você poderá minimizar sua exposição a eles, compreender suas armadilhas e mudar a forma de enfrentá-los.

Por acaso, você sabe que não existe só um tipo de fome? Talvez já saiba, ou se não sabe, provavelmente já passou pela experiência de comer um pote de sorvete porque terminou com namorado (a) ou uma barra de chocolate antes (durante e depois também) da prova, tudo isso pra “melhorar” sua ansiedade e/ou tristeza.

Essa é a fome emocional e acho que você sabe do que eu estou falando! Pra quem precisa e deseja emagrecer ou quer se relacionar melhor com a comida, é importante saber diferenciar a fome emocional da fome física. A fome física, ou do estômago, é a fome fisiológica, é a necessidade de reabastecimento e que precisamos para nos dar energia e nos sustentar. A fome emocional, ou psicológica, é a fome que não tem ligação com essa necessidade.

A comida alimenta o corpo, mas sabemos que também nos nutrimos de boas sensações quando comemos algo que gostamos. Até ai tudo bem! Mas esse prazer gerado pelo alimento pode se tornar um problema se passar a ser a sua única ferramenta para aliviar o estresse ou aplacar alguma emoção desconfortável.

Se você só quer comer aquele alimento específico, como um prato de macarrão ao molho branco ou o brownie daquela loja, isso provavelmente é a fome emocional falando, quando a fome física vem, aceitamos comer (quase) qualquer coisa.

Para emagrecer e se relacionar melhor com a comida, podemos nos perguntar naquele momento se estamos mesmo com fome. Perceba-se, analise se ainda está com fome, mesmo durante sua refeição, você não precisa terminar todo aquele prato se já está satisfeita. Também lembre que o alimento não é uma premiação ou um resolvedor de problemas. Sabemos que os pensamentos sabotadores acabam vindo e andando de mãos dadas com a fome emocional.

Alguns pensamentos sabotadores são:

“Não tem problema se eu comer isso, porque…”.

“Eu paguei por isso, não vou jogar fora!”

“Comer só isso não vai fazer diferença!”

“Já que eu comi essa comida que não poderia agora, não adianta continuar, vou comer o que eu quiser o resto do dia.”

“Não posso desperdiçar alimentos, é um pecado!”

“Vão pensar que sou mal educada se não comer o que estão me oferecendo.”

“Não comi direito o dia todo, mereço comer bem agora.”

“Estou tão cansada(o)/desanimada(o)/estressada (o)/triste, mereço comer algo gostoso!”

“Já que estou emagrecendo tão bem, posso me permitir e comer um pouquinho…”

“Depois eu compenso fazendo exercício.”

“Hoje é quarta, vou comer bastante essa semana e retomo na segunda.”

Vamos tentar perceber esses pensamentos e ver como podemos modificá-los sem nos sabotar?

Lembre-se: No processo de emagrecimento prestar atenção no que você pensa sobre os alimentos, reeducação alimentar, comer e atividades físicas, é muito importante! Quando você aprende a avaliar seu pensamento de forma mais realista e adaptativa, você pode obter uma melhora em seu estado emocional e no seu comportamento. Vamos juntas?

Se você tiver qualquer dúvida sobre o assunto ou quiser falar com a gente, pode escrever aqui nos comentários que responderemos à todos.

Fontes:

Beck, JudithS. – Terapia cognitivo-comportamental: Teoria e Prática. 2ed. – Porto Alegre: Artmed, 2013.

Beck, JudithS – Pense Magro – A dieta definitiva de Beck – Porto Alegre: Artmed, 2008

Bjs, Marcela Paim